ROTARY
“É uma organização de homens e profissionais, unidos no mundo inteiro, que prestam serviço humanitário, fomentam um elevado padrão de ética em todas as profissões e ajudam a estabelecer a boa vontade e a paz no mundo.”
Emblema Oficial
O emblema oficial do RI é uma roda de engrenagem com seis raios ou braços, vinte e quatro dentes ou projeções e um rasgo de chaveta; um dente é colocado sobre o eixo de cada braço e três entre as linhas centrais dos braços.
As duas palavras “Rotary lnternational” aparecem em espaços rebaixados no aro.
Com a roda na posição vertical, a palavra “Rotary” aparece na depressão superior, que ocupa um espaço de cerca de cinco dentes, e a palavra “International” aparece na depressão inferior, que ocupa o espaço de cerca de nove dentes e meio.
Entre essas duas depressões, de cada lado das mesmas, há outras duas depressões sem letras.
O espaço entre quaisquer dessas quatro depressões é de cerca de duas unidades de acordo com as proporções dadas nas especificações técnicas, e o espaço entre as depressões e qualquer dos bordos do aro é de cerca de uma unidade e meia.
Os braços são cônicos e de seção transversal elíptica. Ouando a roda está em posição vertical com a palavra “Rotary” em cima, os eixos de dois braços opostos formam um diâmetro vertical da roda, que corta ao meio o rasgo de chaveta, então no ponto mais alto de sua rotação.
Os lados dos dentes são levemente convexos, de maneira que o espaço deixado entre os dentes é, do ponto de vista da mecânica, aproximadamente correto.

As Cores do Emblema
As cores do Rotary devem ser colocadas no emblema do seguinte modo:
A roda inteira deve ser dourada, com os quatro espaços rebaixados no aro em azul real.
As palavras “Rotary” e “International” na depressão devem ser douradas.
O círculo indicativo do cubo deve ser azul.
A abertura do eixo no cubo e o rasgo de chaveta devem ser deixados incolores.
Evolução dos Emblemas
O desenho básico do emblema, uma roda, data de 1905, ano em que foi organizado o primeiro Rotary Club na cidade de Chicago, EUA. Poucas semanas depois de formado o Clube, os sócios se reuniram para discutir o desenho de um emblema que pudesse simbolizar o caráter de sua recém-formada entidade.
Naquela época, as reuniões se faziam “em rodízio” nos locais de trabalho dos sócios.
Um sócio apresentou o desenho de uma roda de locomotiva, com o contrapeso e com as palavras “Rotary Club” inscritas no eixo de conexão.
Outro rotariano apresentou uma simples roda de carruagem. Justificaram a escolha porque a roda era bem conhecida; era básica e era a civilização da roda.
Além disso, a roda gira, dando idéia de movimento.
Os primeiros rotarianos escolheram como seu emblema a roda de carruagem, elaborada por Montague M. Bear, um tipógrafo-gravador que poucas semanas antes havia se tornado sócio do Clube.
Tamanho foi o entusiasmo incitado pelo desenho de “Monty” Bear, que os sócios mandaram imprimir um estoque de papel carta, suficiente para cinco anos, contendo a roda de carruagem em seu cabeçalho.
Mas antes mesmo de gastar uma pequena parte deste material, os sócios chegaram à conclusão de que o emblema era “muito simples, muito estático”.
Concordando com essa avaliação, “Monty” acrescentou algumas nuvens ao desenho.
Mas Tom Philips, fabricante de lanternas, comentou que “nem mesmo o Rotary poderia fazer levantar poeira na frente e de trás da roda, ao mesmo tempo”.
E assim, mais uma vez, o desenho foi modificado.
“Monty” Bear acrescentou mais nuvens e adicionou uma fita com a inscrição “Rotary Club”, na frente da roda.
Durante esse tempo, outros Rotary Clubs estavam sendo organizados em São Francisco, Oakland, Nova lorque e em outros centros metropolitanos dos EUA.
Todos os novos Clubes adotaram a roda como emblema, mas acrescentaram traços característicos para identificar o Club com sua cidade.
O Rotary Club Buffalo, em Nova York, por exemplo, sobrepôs um búfalo ao centro da roda.
O Rotary Club de Oakland, na Califórnia, sobrepôs a roda a um gigantesco carvalho.
Em 1910, quando os 16 Rotary Clubs existentes se reuniram na cidade de Chicago e formaram a “Associação Nacional de Rotary Clubs”, havia tantos desenhos de emblemas quanto Clubs.
Antes da Convenção de 1912, de Duluth, no Estado de Minnesota, a sede nacional convidou todos os Clubes a apresentarem o desenho de um emblema a ser usado por todos os Rotary Clubs, devendo ter a roda como elemento básico.
Naquela cidade de Duluth, foi adotada como emblema oficial uma roda de engrenagem, com as cores azul real e dourado.
Mas mesmo esse desenho não durou mais de oito anos. Alguns engenheiros reclamaram que a roda era mecanicamente defeituosa e não podia realizar nenhum trabalho.
Foi então nomeada uma comissão de dois rotarianos para fazer a devida correção, sendo eles Oscar B. Jorge, de Duluth e Charles Henry Mackintosh, de Chicago.
O desenho desses dois rotarianos, anunciado e adotado em 1920, foi usado desde então, com uma exceção.
Eles haviam esquecido de induzir um rasgo de chaveta na roda, e sem chaveta, a engrenagem seria inútil, incapaz de transmitir força ao eixo ou ser por ele impulsionada.
O rasgo de chaveta foi acrescentado em 1923, continuando um movimento que dura até hoje.

Rotary e Você
OPORTUNIDADE PARA SERVIR : Rotarianos empreendem projetos de serviços em nível comunitário e global nas áreas de saúde, educação, assistência humanitária, meio ambiente, combate à pobreza, entre outras, pelo simples prazer de ajudar ao próximo.
CONTATOS PROFISSIONAIS: Um dos motivos que levaram ao surgimento do Rotary foi a integração de representantes líderes em seus ramos de atividades. O Rotary é a mais antiga organização mundial de clubes compostos por pessoas destacadas do mundo dos negócios, profissional, industrial, governamental, artístico, esportivo, militar e religioso.
CRESCIMENTO PESSOAL: O envolvimento com o Rotary favorece o crescimento pessoal e profissional. Liderança, oratória, comunicação, organização, trabalho em equipe, arrecadação de fundos e treinamento são apenas algumas das habilidades desenvolvidas e aprimoradas pela prática de serviços por meio do Rotary.
AMIZADE : O Companheirismo continua a ser desde a fundação do Rotary em 1905, um dos principais atrativos da organização. Em mais de trinta mil clubes espalhados por aproximadamente 160 países, os rotarianos sabem que encontrarão amigos em quase todo lugar que estiverem.
DIVERSIDADE CULTURAL: Rotary Clubs estão de portas abertas a pessoas de qualquer etnia, facção política, idioma e credo. Indubitavelmente, são bastões da mais absoluta tolerância e aceitação.
CIDADANIA : Ser rotariano significa exercer cidadania local e global. As reuniões semanais de clube mantêm os sócios informados sobre a comunidade, país e mundo. A extensa rede de clubes e programas fornece inúmeras oportunidades de serviço e intercâmbio.
COMPREENSÃO MUNDIAL : Rotarianos conhecem o significado de causas humanitárias e provocam impacto positivo com seus programas e projetos viabilizados com a ajuda do RI e sua Fundação. A promoção da paz é uma das bandeiras mais altas empunhadas pelo Rotary.
ENTRETENIMENTO : Todo Rotary Club e Distrito organiza reuniões e atividades de entretenimento, essenciais em nossas vidas atribuladas . O Rotary organiza conferências, assembléias e institutos que, além de informar , orientam e oferecem distração.
PROGRAMAS FAMILIARES: Rotary oferece um dos mais abrangentes programas de intercâmbio de jovens do mundo, patrocina clubes em escolas secundárias e universitárias para futuros rotarianos e líderes, programas e associações de cônjuges , bem como grande variedade de atividades que difundem valores fundamentais às famílias de rotarianos.
VALORES ÉTICOS : Rotarianos aplicam em todas as suas atividades a Prova Quádrupla, a qual reflete seus padrões de ética. O respeito por altos padrões éticos em todas as ocupações, tem norteado o Rotary desde seus primórdios.

DO QUE NÓS PENSAMOS, DIZEMOS OU FAZEMOS
1º – É VERDADE?
2º – É JUSTO para todos os interesses?
3º – Criará BOA VONTADE E MELHORES AMIZADES?
4º – Será BENÉFICO para todos os interesses?
Objetivo
Estimular e fomentar o ideal de servir, como base de todo empreendimento digno, promovendo e apoiando:
Primeiro - o desenvolvimento do companheirismo como elemento capaz de proporcionar oportunidades de servir.
Segundo - O reconhecimento do mérito de toda ocupação útil e a difusão das normas de ética profissional.
Terceiro - A melhoria da comunidade pela conduta exemplar de cada um na sua vida pública e privada.
Quatro - A aproximação dos profissinais de todo o mundo, visando a consolidação das boas relações, da cooperação e da paz entre as nações
História
O ROTARY nasceu no início deste século, em Chicago – cidade então dominada pela ignorância e egoísmo, crimes e vícios – por inspiração do jovem advogado Paul Percy Harris que, em sua solidão, percebeu a urgente necessidade das pessoas de fazerem amigos que se ajudassem mutuamente.
Certa noite, após jantar em casa de um amigo, Paul Harris foi por ele apresentado aos vizinhos e pôde constatar que as amizades existentes eram exclusivamente profissionais.
Percebeu então, que podia transformar alguns de seus clientes em verdadeiros amigos.
Dedicou-se a um estudo analítico da “Vida dos Negócios” e resolveu fundar um Clube de Homens de Negócios e Profissionais, para desenvolverem entre si relações de companheirismo e amizade.
Convidou três de seus clientes: Gustavus Loerh – Engenheiro de Minas, Hirarn Shorem – Alfaiate e Silvester Schiele – Comerciante de Carvão, para, com ele próprio, serem os fundadores do Clube.
Reuniram-se pela primeira vez no escritório de Silvester Schiele e decidiram que o quadro social do Clube seria composto por urna pessoa de cada ramo de negócio ou profissão evitando, assim, concorrência entre os seus membros.
Em 23 de fevereiro de 1905 realizou-se a primeira reunião e a instalação do Rotary Club de Chicago, sendo eleito para presidente, Silvester Schiele.
Em 1907, Paul Harris foi eleito Presidente do Rotary Club de Chicago e sua principal meta de trabalho foi desenvolver o quadro social de seu Clube e estender o movimento Rotário a outras cidades, dirigindo-o à prestação de serviços à comunidade.
O objetivo inicial do Rotary que era o “Auxílio Mútuo” é acrescido e suplantado pelo “Ideal de servir”, visando especialmente a Paz Mundial.
Nessa ocasião vários Rotary Clubs foram fundados, em diferentes cidades.
Em 1910 realizou-se a 1ª Convenção de Rotary, onde foi criada a Associação Nacional de Rotary Clubs.
O Rotary torna-se internacional com a fundação do Rotary Club Winnipeg-Canadá.
Em 1912 a Associação Nacional de Rotary Clubs passa a denominar-se Associação Internacional de Rotary Clubs, contando já com 50 Clubes.
São criados os primeiros Distritos-regiões onde está sediado determinado número de Rotary Clubs que são supervisionados por um Governador.
Os limites dos Distritos de Rotary não correspondem aos limites geográficos existentes; um distrito pode abranger parte de um país ou Estado, ou pode abranger parte de um, dois ou mais países ou Estados e será desmembrado sempre que o número de Clubes atingir determinado limite.
Em 1917 a Associação Internacional de Rotary Clubs passou a denominar-se Rotary International; em 15 de dezembro do mesmo ano foi fundado o primeiro Rotary Club do Brasil: o Rotary Club do Rio de Janeiro.
A partir daí o movimento rotariano continuou crescendo no Brasil e em todo o mundo.

Paul P. Harris
Paul Harris nasceu em 19 de abril de 1868 em Racine, Wisconsin, EUA, filho de George e Cornelia Bryan Harris. George, um comerciante, era filho de Howard Harris, de Wallingford, Vermont, EUA, e Cornelia, filha de Henry Bryan, o segundo prefeito de Racine. Paul Percy era o segundo filho do casal, o primeiro chamava-se Cecil.
Administrar seu dinheiro não era um dos maiores talentos do casal, de modo que uma boa parte do sustento vinha do pai de George. Quando passaram por uma fase difícil em 1871, George levou os meninos para a casa de seus pais, em Vermont, deixando Cornelia – e seu bebê recém-nascido – morando em uma pensão em Racine.
Cecil, então com cinco anos e meio, e Paul, com três, logo se acostumaram com o ambiente do vale das Montanhas Verdes de Verrnont. Carninhavarn pelas trilhas, ajudavam a alimentar os animais da fazenda e saboreavam os doces caseiros, sob o olhar vigilante de seus rígidos e ternos avós.
Cecil logo voltou para a companhia de seus pais e irmãos – além do bebê, logo viriam mais dois – mas Paul ficou.
Howard Harrís, homem de pouca escolaridade, havia, um dia, desejado ser advogado, sonho que logo transmitiu para Paul, que escreveria mais tarde que toda a firmeza de propósito, integridade e sinceridade com que nasceu foram herdadas de seu avô; e o amor pelos seres humanos, especialmente pelas crianças, veio de sua avó Pamela.
Paul era um menino levado, e frequentemente, pulava a janela de seu quarto para brincar com os colegas, enquanto seus avós pensavam que estivesse dormindo. Ao terminar o curso secundário, Paul se matriculou na Academia Black River, em Ludlow, mas acabou sendo “convidado a se retirar” por causa de suas travessuras. Seus avós, então, o matricularam na Academia Vermont, uma escola militar. Em 1885, ele entrou para a Universidade de Vermont, em Burlington, de onde foi expulso por mau comportamento, só que, desta vez, injustamente. Anos depois, a universidade se desculpou e conferiu um título a Paul e mais três colegas que também haviam sido injustiçados.
Paul começou a trabalhar como professor particular e entrou para a Universidade de Princeton. Enquanto Paul estava em Princeton seu avô morreu, o que o fez ficar mais próximo ainda de sua avó.
Depois de seu primeiro ano na universidade, Paul foi trabalhar em uma marmoraria, como office-boy, ganhando um dólar por dia. Seu bom desempenho mereceu elogios do patrão. Confiante de que sua avó ficaria bem na casa da filha, Paul foi estudar Direito na Universidade Estadual de lowa, onde adquiriu um grande amor pela leitura, especialmente dos trabalhos de Charles Dickens e das biografias dos grandes líderes.
Pouco tempo depois de sua formatura, em 1891, sua avó morreu. Em seu enterro, Paul percebeu que ela havia vivido toda a sua vida em um pequeno vale. Embora tenha sido feliz, ele decidiu que iria conhecer o mundo e passar os próximos cinco anos estudando todos os ângulos possíveis da vida humana, em tantos lugares quanto possível. Depois, voltaria para Chicago para exercer a advocacia.
A primeira parada de Paul foi a Califómia. Em julho de 1891, chegou em São Francisco, de bolsos vazios. Conseguiu um emprego de repórter no jornalChronicle, mas logo ele e um colega deixaram o jornal para viajar pelo estado. Trabalharam como ajudantes em fazendas, colheram uvas, deram aulas em escolas profissionalizantes, fizeram parte de uma companhia de teatro e viajaram por toda a região. Paul, então, foi para a Flórida e começou a trabalhar como recepcionista noturno em um hotel da cidade de Jacksonville. Depois, trabalhou como caixeiro-viajante para uma firma de compra e venda de mármore de propriedade de George W. Clark que, vinte anos depois, seria presidente do Rotary Club de Jacksonville.
Depois de conhecer Washington, durante a posse do Presidente dos EUA, Grover Cleveland, foi vender mármore no “Velho Sul”. Na Filadélfia, empregado como tratador de gado, embarcou em um navio que ia para Liverpool, numa cansativa viagem de 14 dias. Por ter data marcada para voltar e honrar seus compromissos, não pôde realizar o sonho de conhecer Londres.
De volta à Filadélfia, resolveu ir de trem para a Feira Mundial de Chicago. De lá seguiu para Nova Orleans, onde trabalhou encaixotando laranjas e pescando ostras nas baías pantanosas. De volta a Jacksonville, foi trabalhar outra vez na empresa de George Clark, e, durante um ano, cobriu todos os estados do sul, Cuba e as Bahamas. George o enviou, então, para a Grã Bretanha, para supervisionar as mi- nas de granito e mármore de toda a Europa Continental. Em cada lugar por onde passava, fazia amigos.
Já de volta aos EUA, Paul começou a planejar sua vida em Chicago. Passado três anos e meio dos cinco planejados, ele precisava de dinheiro. Mais uma vez voltou a trabalhar para George Clark, que lhe deu a chefia do escritório de Nova lorque.
Em 27 de fevereiro de 1896, quatro meses antes do limite de cinco anos terminar, Paul chegou em Chicago. Alugou um pequeno conjunto de escritórios e toda a mobília para equipá-los, escolheu um para si e sublocou os outros. A Chicago da virada do século era uma cidade em crescimento e as constantes mudanças sociais e financeiras proporcionavam bons negócios para os advogados.
A natureza amável de Paul lhe rendeu amizades em todas as camadas sociais. Mas, aos domingos e feriados, o “rapaz do campo” adorava sair da cidade. E, ao passear pelos arredores da cidade, sonhava com as amizades simples de seu lar.
Em uma noite de verão de 1900, Paul jantou com um amigo no bairro Rogers Park, de Chicago. Depois, os dois foram dar um passeio, parando em vários lugares onde se concentravam as empresas da cidade. Em cada uma delas, seu amigo o apresentava ao proprietário. Paul começou a pensar que seria uma boa idéia reunir um grupo de colegas de negócios em um ambiente informal, de amizade. E ainda haveria uma vantagem especial se cada um representasse uma profissão diferente. Pensou em seus próprios clientes: Silvester Schiele, comerciante de carvão; Gustavus Loehr, engenheiro de minas; Harry Ruggles, gráfico. Na noite de 23 de fevereiro de 1905, Paul, Silvester e Gus se reuniram, junto com Hirain Shorey, alfaiate, no escritório de Gus, no Edifício Unity, no centro de Chicago.
Assim, começaram a se encontrar regularmente, levando os amigos para o seu “clube”. Paul sugeriu alguns nomes para esse clube, e escolheram Rotary, já que o plano era realizar encontros em esquema rotativo, nos escritórios de todos. O número de associados cresceu rapidamente, atraindo homens que obtiveram êxito em seus negócios sem qualquer ajuda, a maioria solteiros vindos de fazendas ou cidades pequenas. Logo, clubes do Rotary começavam a ser fundados em outras cidades.
Paul compreendeu que o sistema de clubes – com seus diferentes membros compartilhando seu ponto em comum, a amizade – era uma ótima oportunidade para encorajar a tolerância política e religiosa e também para servir. Ele tinha convicção de que a amizade levava, inevitavelmente, à boa vontade e às grandes realizações.
Paul Harris não gastava todas as suas energias no Rotary. Trabalhava muito como advogado, e também era membro da Associação Comercial de Chicago, do Clube da Cidade, da Associação dos Advogados de Chicago e do Hinsdale Golf Club.
Além de todas essas associações, ainda fazia parte de um clube de caminhadas e passeios, o Prairie Club. Lá, conheceu uma moça chamada Jean Thomson, que viera da Escócia há três anos. Apenas três meses depois, se casaram.
Em 1907, Paul sucedeu Albert L. White como presidente do Rotary Club de Chicago, e exerceu a metade de um mandato. Em 1910, representantes de 14 Rotary Clubs independentes compareceram à primeira convenção em Chicago, “com Chesley Perry marcando o ritmo do trabalho”. A partir daí, a “Associação Nacional de Rotary Clubs emergiu, com estatuto e regimento interno cuidadosamente preparados” – e com Paul Harris como presidente e Ches Perry como secretário.
Quando Ches pediu a Paul que escrevesse uma mensagem para os então 1.800 sócios dos Rotary Clubs, ele respondeu com um ensaio tão longo que Ches teve que mandar imprimi-lo em uma gráfica. O resultado disto foi o lançamento em 1º de janeiro de 1911, do Vol. 1, Nº 1 do boletim The National Rotarian.
Ches Perry guiava a organização e a administração da Associação, e Paul trabalhava principalmente com as relações públicas. Visitava clubes em Cincinnati, Cleveland, Detroit, Pittsburgh, Indianápolis e também em outros países, pois Rotary estava se expandindo. Como fundador e “presidente emérito” do Rotary, ele era uma inspiração poderosa para a expansão e influência da organização aonde quer que fosse.